A Qatar Airways, que chegou a ser dada como interessada na TAP, está a negociar a compra de uma posição de 49% no capital da Spanair. O negócio poderá ficar fechado até ao final do ano.

Depois de ter adquirido 35% da Cargolux, a Qatar Airways voltou as suas atenções para a espanhola Spanair. Objectivos: entrar no mercado europeu, transformar Barcelona num hub para voos intercontinentais e atacar o mercado da América Latina, em concorrência directa com a Iberia… e quem sabe com a TAP.

Os termos do negócio, nomeadamente o montante do investimento, não são de todo conhecidos. O que se sabe, isso sim, é que a Qatar está apostada em tornar-se uma das maiores companhias do mundo, e tem dinheiro para ir às compras, ao passo que a Spanair precisa de mais uns 150 milhões de euros.

No ano passado a Qatar Airways lucrou 150 milhões de dólares, ao passo que a Spanair perdeu 116 milhões de euros.

Caso o negócio vá avante, o aeroporto de El Prat tornar-se-á um hub para ligação entre o Médio Oriente, a América Latina e a América do Norte. Resta saber se os voos serão realizados pela próprias Spanair (com aviões cedidos pela Qatar Airways), ou se a companhia espanhola se concentrará em alimentar esses voos com a sua rede de ligações europeias.

Recorde-se que a Spanair já tem um acordo semelhante com a Singapore Airlines, para os voos entre a Ásia e o Brasil (São Paulo). Mas nas últimas semanas, de acordo com os media do país vizinho, terá recusado propostas da Singapore, para aumentar de três para sete as ligações semanais com o Brasil, e da Turkish Airlines, para ligar a Turquia com a Argentina, a Venezuela e o México.

Assim o acordo se confirme, a Spanair deverá abandonar a sua denominação. Para cortar com o passado. Barcelona Airlines é uma possibilidade. Até porque, ao menos nominalmente, a companhia continuará a ser maioritariamente detida pela Generalitat e por empresários da Catalunha.

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