Os principais portos nacionais movimentaram no primeiro trimestre 15,6 milhões de toneladas de mercadorias, cerca de 100 mil toneladas menos que no período homólogo de 2010.

O resultado global foi penalizado pela quebra de 12% registada no porto de Sines, que sofreu com a interrupção da laboração da refinaria da Petrogal. Entre Janeiro e Março o porto alentejano movimentou 5,7 milhões de toneladas, menos perto de 800 mil toneladas que no primeiro trimestre de 2010.

A puxar pelos números dos portos nacionais estiveram Leixões, Setúbal e Lisboa. O porto nortenho foi o que mais cresceu, em termos relativos e absolutos: 11% e um pouco mais de 400 mil toneladas, tendo atingido os 3,96 milhões de toneladas.

Setúbal avançou 10% até aos 1,7 milhões de toneladas movimentadas e Lisboa subiu 5% para os 2,9 milhões de toneladas.

Aveiro, o mais pequeno dos portos grandes, igualmente perdeu cerca de 10% das cargas, quedando-se nas 816 mil toneladas no final de Março. Na Figueira da Foz movimentaram-se perto de 354 mil toneladas (menos 2%) e Viana do Castelo não foi além das 83 mil toneladas (menos 42%).

Apesar da quebra sofrida, Sines manteve-se como o maior porto, com um peso específico de perto de 37% (e por isso também uma variação nos seus resultados tem efeito no todo nacional). Leixões reforçou a sua posição para os 26% e distanciou-se mais de Lisboa, que vale 19%. Setúbal representa 11% do movimento de mercadorias nos portos do Continente, enquanto Aveiro vale 5%, a Figueira da Foz 2% e Viana do Castelo 0,5%.

Sem surpresa, os granéis líquidos (onde se incluem os produtos petrolíferos) representam quase 40% das cargas movimentadas, enquanto 34% é carga geral (dessa, 76% é contentorizada) e 26% são granéis sólidos.

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