O negócio da carga aérea foi o que atingiu o maior crescimento relativo de receitas dentro da TAP, de acordo com os dados hoje disponibilizados pela transportadora aérea nacional.

A companhia liderada por Fernando Pinto anunciou um lucro de 62,3 milhões de euros em 2010, 8,7% acima do conseguido no ano anterior. O volume de negócios atingiu os 2,2 mil milhões de euros, mais 15,8% que no exercício anterior.

Ao longo de 2010, a TAP transportou 94,2 mil toneladas de carga, o que representou um crescimento de 24%. O volume de receitas cresceu ainda mais, ou 31%, para os 112 milhões de euros.

Tal como nas passagens, também na carga o mercado brasileiro terá sido determinante para os resultados positivos alcançados. Acrescem o mercado africano (Angola mas não só) e também as operações de aviões cargueiros.

Em 2010, a companhia aérea nacional transportou 9,09 milhões de passageiros (8,4 milhões em 2009), elevando a taxa de ocupação para os 74,5% (68,5%).

A área de Manutenção e Engenharia também esteve em alta, com um volume de vendas a terceiros de 123,7 milhões de euros (mais 28%).

Em termos globais, se os proveitos operacionais da TAP cresceram 300 milhões de euros para os 2,2 mil milhões, os custos operacionais avançaram também de 1,6 mil milhões para 1,9 milhões de euros. Só a factura do combustível passou de 359 milhões para 523 milhões de euros.

O EBITDAR fixou-se assim nos 293 milhões de euros (sensivelmente igual a 2009), ao passo que o resultado operacional atingiu os 101 milhões de euros (contra 65 milhões no ano anterior).

Se o negócio da aviação teve resultados positivos, já se sabe que a área do handling e a engenharia e manutenção no Brasil continuaram no vermelho. Fernando Pinto não divulgou, no entanto, os resultados consolidados do grupo TAP, prometendo-os para mais tarde.

 

 

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