Desde 15 de Outubro do ano passado, as portagens nas ex-SCUT nortenhas renderam à Estradas de Portugal 32 milhões de euros. Menos que o previsto, por causa da quebra do tráfego.

No último trimestre de 2010, as portagens nas três ex-SCUT a Norte representaram uma receita de 18 milhões de euros. No primeiro trimestre deste ano, a Estradas de Portugal arrecadou apenas 14 milhões de euros.

Os números não são ainda definitivos mas apontam uma tendência de quebra de receitas das ex-SCUT. Explicações para o facto haverá várias: o tempo que os automobilistas demoraram a conseguir os dispositivos que lhes garantiram as isenções, o tempo que levou até encontrar formas de “fintar” os pórticos e, ou sobretudo, a quebra no tráfego.

O tráfego nas ex-SCUT terá caído cerca de 40%, ou uns 41 mil veículos/dia desde a introdução das portagens. Um cenário que supera as expectativas mais pessimistas, sublinham as comissões de utentes. Mesmo se as portagens não serão o único factor a justificar a quebra da circulação automóvel nas actuais circunstâncias.

A piorar as coisas, para o lado da Estradas de Portugal, está o facto de cerca de 20% dos utilizadores das ex-SCUT não terem pago voluntariamente as portagens, pelo que os respectivos processos seguiram para cobrança coerciva.

Os mais faltosos são os utilizadores da ex-SCUT Litoral Norte, onde já se contam cerca de 130 mil notificações. Nas ex-SCUT do Grande Porto e da Costa da Prata o número de infractores ascende a cerca de 200 mil.

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