A continuada quebra dos fretes do transporte marítimo de contentores poderá custar este ano cerca de 13,3 mil milhões de dólares de receitas aos dez maiores operadores mundiais, prevê a SeaIntel Maritime Analysis.

Este ano, o preço médio de transporte de um FEU nas principais rotas (Ásia-Europa, Ásia-Mediterrâneo, Ásia-Costa Leste dos EUA e trans-Pacífico) deverá cair 28% relativamente ao nível de 2010, passando de 3 083 dólares para 2 219 dólares. E nos outros tráfegos a tendência é semelhante.

Também este ano, os dez maiores players mundiais no transporte marítimo de contentores deverão transportar 35 milhões de FEU.

Assumindo que esses transportadores têm 25% dos seus volumes contratados a preços de 2010, e que nas outras rotas, de menor dimensão, os preços apenas cairão 14% – metade da quebra esperada nos principais tráfegos – mesmo assim a receita média por cada FEU transportado pelos “top 10” regredirá uns 380 dólares, estima a SeaIntel.

A partir daqui as contas são fáceis de fazer. Basta multiplicar a perda de receita média pelo número de contentores transportados para se chegar a uma potencial perda de receitas de 13,3 mil milhões de dólares.

É certo que nem todos os players serão afectados da mesma maneira, mas ainda assim alguns dos maiores correrão o sério risco de voltarem a ter os números no vermelho. Isto depois de um ano de 2010 de lucros excepcionais. Mas que poderão não chegar para aguentar o impacte.

Ainda ontem (ver o TRANSPORTES & NEGÓCIOS) surgiram mais dados que apontavam para uma quebra dos fretes no mercado spot, no FE-Europa, para o nível mais baixo desde 2009.

 

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