Em oito anos, Portugal encerrou 250 quilómetros de linhas férreas e electrificou pouco mais de 200. A maior parte da rede continua a ser em via única. E a produção de comboios recuou, nos passageiros como nas mercadorias.

Rede ferroviária perdeu 250 km em oito anos

Na presente década, a rede ferroviária nacional continuou a encolher e a que resiste sofreu poucas melhorias, olhando para os grandes números recolhidos pela “Lusa” junto da Infraestruturas de Portugal (IP) agora e, há oito anos, junto da então Refer.

Se em Agosto de 2010, a rede ferroviária nacional em operação contava 2 788,8 km, agora fica-se pelos 2 536,1 km.

Se então. 78% da rede era de via única (2 181,4 km), agora ainda se contam 1 925,6 km (75,9% do total) onde não se podem cruzar composições. Uma melhoria? Nem por isso; o que se passou, no fundamental, é que o encerramento de linhas incidiu nas linhas de via única.

A prová-lo, se necessário, está o facto de as vias duplas duplas ou múltiplas terem crescido apenas três quilómetros no espaço de oito anos, de 607,4 para 610,5 km.

No mesmo espaço de oito anos, a electrificação avançou 207 quilómetros, de 1 449,4 para 1 656,6 km. Ainda assim subsistem 880 quilómetros onde só é possível a tracção diesel, com as limitações e encargos que isso impõe às operadoras ferroviárias.

Menos comboios

São menos quilómetros de ferrovia, e foram menos os comboios realizados. Menos 112 068, para ser mais preciso, comparando os dados de 2010 com os de 2017.

No ano passado, realizaram-se 610 632 comboios, dos quais 495 823 de passageiros e 114 809 de mercadorias. Em 2010 foram

Em 2017 realizaram-se 355 321 comboios suburbanos, 2 210 comboios internacionais, 24 713 de longo-curso (Alfa e Intercidades), 12 898 inter-regionais e 100 681 regionais. Estes números comparam com os 402 067 suburbanos, 2 927 internacionais, 23 004 de longo curso, 15 533 inter-regionais e 130 536 regionais de 2010.

Ou seja, só cresceu a produção de comboios de longo-curso e regionais.

Nas mercadorias, os 114 809 comboios realizados no ano passado (incluindo aqui os transportes propriamente ditos e as marchas após o transporte de mercadorias) também perdem face aos 131 268 de 2010.

 

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