O governo espanhol diz que a redução do limite máximo de velocidade para os 110 km/hora permitiu poupar 94,2 milhões de euros nas primeiras três semanas. O objectivo para o final do ano é chegar aos 1 150 milhões.

Em Março, o governo de José Luis Zapatero decidiu reduzir a velocidade permitida nas estradas espanholas, no âmbito do Plano de Poupança Energética. Agora o  ministro da Indústria, Energia e Turismo apresentou os primeiros resultados, em conferência de imprensa.

Segundo Miguel Sebastián, nas três semanas de Março em que vigorou o novo limite o consumo de combustível caiu 7,9%, para o nível mais baixo desde Março de 2003. E, em consequência, disse, verificou-se uma poupança de 94,2 milhões de euros nas importações de petróleo.

O ministro não explicou os cálculos que permitiram chegar àqueles valores. Nomeadamente, o consumo de combustível pode ter baixado também em função da menor actividade dos transportes, e as importações de petróleo não dependem exclusivamente do consumo de combustível rodoviário.

Ainda assim, Miguel Sebastián avançou que em Abril deverá ter-se verificado uma nova quebra no consumo e extrapolou uma poupança de 1 150 milhões de euros na factura energética no final do ano. Em linha com o inicialmente previsto pelo Executivo. A medida só estará em vigor até 30 de Junho próximo, dependendo a sua prorrogação da evolução da cotação do petróleo.

Certo é que, ainda de acordo com o ministro, os espanhóis terão aceitado levantar o pé do acelerador, a avaliar pela redução de 35% no número de multas aplicadas por excesso de velocidade.

 

 

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