Os novos limites de teor de enxofre representarão um sobrecusto de três mil milhões de dólares para as companhias de transporte de contentores, com reflexo em toda a cadeia de abastecimento, antecipa a Alix Partners.

A consultora fez o cálculo dos custos da redução do enxofre em 2020 considerando as ligações Ásia-Europa e Ásia-América nos sentidos eastbound. Os dados constam do 2019 Global Container Shipping Outlook.

O director-geral da Aliz Partners, Esben Christensen, avisa, por isso, que 2019 será “um ano turbulento” para o sector, já que as companhias se estão a preparar para o impacto das novas normas da IMO.

“Isso, além da expansão constante da capacidade da frota e do aumento dramático da alavancagem financeira, provavelmente limitará ainda mais a capacidade de manobra das companhias, indica.

Se o novo limite de enxofre tivesse entrado em vigor em 2018, as operadoras das rotas Ásia-Europa e Ásia-América teriam de aumentar os preços em 40% (270 dólares) e 33% (150 dólares) por contentor FEU, respectivamente, avisa Christensen.

O relatório da Alix Partners indica ainda que a relação dívida-lucro das companhias globais cotadas atingiu 10,1% no ano passado, contra 7,5% em 2017, sugerindo uma queda nas margens de lucro. Esse foco na rentabilidade, está, além disso, de acordo com o relatório, a ser feito sem haver um esforço de tornar as operações mais ecológicas.

» 2019 Global Container Shipping Outlook

 

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