A Refer encerrou 2014 com um resultado líquido negativo de 89 milhões de euros, idêntico ao de 2013. O passivo acumulado caiu 743 milhões de euros, para 6,4 mil milhões de euros, em consequência de um aumento de capital de cerca de mil milhões.

Na informação enviada à CMVM, a gestora da infra-estrutura ferroviária, em processo de fusão com a Estradas de Portugal, refere que as receitas operacionais aumentaram 13%, em termos homólogos, para os 191,6 milhões de euros, ao que passo que os custos operacionais subiram 12% para os 233,7 milhões de euros.

Do lado das receitas, a Refer destaca o incremento da taxa de utilização, particularmente no transporte de mercadorias (+14%) e a redução de 7,3% (três milhões de euros) nas indemnizações compensatórias. Mas o maior contributo para a melhoria dos números veio do reconhecimento de um crédito de 26 milhões de euros na sequência da aquisição de empréstimos do ML (Metropolitano de Lisboa) e PE (Parque Expo) à GIL (Gare Intermodal de Lisboa, ou Gare do Oriente).

No relativo às despesas, a empresa agora liderada por António Ramalho sublinha a redução de 10% nos custos de pessoal.

Ao longo do exercício a Refer regularizou créditos sobre clientes no montante de 209 milhões de euros e investiu 63 milhões na aquisição dos terminais ferroviários de mercadorias que eram da CP Carga.

Foi, de resto, a transferência dos terminais que fez disparar o investimento da Refer, de 57,8 milhões de euros, em 2013, para 102,7 milhões de euros, em 2014.

Apesar da manutenção do nível de prejuízos, o passivo da Refer foi reduzido em 743 milhões de euros, para 6 418 milhões de euros, em consequência de um aumento do capital por parte do Estado no montante de 1 034,8 milhões de euros.

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