O governo britânico rejeitou o plano do presidente da câmara municipal de Londres, Boris Johnson, para a construção de um mega-aeroporto no estuário do rio Tamisa.

A Comissão de Aeroportos, criada pelo governo de David Cameron, deixou aquela proposta de fora da lista de projectos para a renovação do hub aeroportuário londrino, da qual constam três cenários, dois dos quais prevêem o alargamento de Heathrow e um a ampliação de Gatwick.

“Não estamos convencidos de que um grande aeroporto no estuário do Tamisa seja a resposta certa para as necessidades de ligações do Reino Unido e de Londres. Embora reconheçamos a necessidade de um aeroporto hub, acreditamos que este deve fazer parte de um sistema eficaz de aeroportos, competindo para atender às necessidades de um mercado amplamente distribuído e diversificado como o de Londres”, afirmou, citado pelo “Loyd’s”, o presidente da Comissão.

Howard Davies disse ainda ter dúvidas se a obra seria exequível, tanto em termos económicos, como ambientais. “O investimento económico seria enorme e há obstáculos ambientais que podem revelar-se impossíveis, ou pelo menos muito demorados, de superar. Mesmo a versão menos ambiciosa do sistema custaria 70 a 90 mil milhões de libras [87,7 a 112,7 mil milhões de euros], com muito mais despesa pública do que outras opções – provavelmente, cerca de 30 a 60 mil milhões de libras [37,5 a 75,1 mil milhões de euros] no total”, defendeu.

O mayor londrino já reagiu, entretanto, ao chumbo da sua proposta, afirmando, de acordo com a “BBC”, que o seu plano não está morto, apesar da rejeição. Em qualquer dos casos, será apenas o próximo governo britânico (legislatura de 2015 a 2020) a tomar uma decisão final.

Recorde-se que a imprensa britânica ironizou o projecto de Boris Johnson, apelidando-o de “Ilha Boris”.

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