O Reino Unido acordou com o consórcio Patina Rail LLP a venda da participação de 40% na Eurostar. Os restantes 60% permanecem na SNCF e SNCB, que podem ainda exercer o direito de preferência.

O negócio, que ainda terá de ser aprovado pelas autoridades da Concorrência comunitárias, será fechado por 757 milhões de libras (984 milhões de euros). Cerca de 400-500 milhões acima do inicialmente previsto.

Dos 40% a adquirir pelo consórcio Patina Rail LLP, 30% ficarão para o fundo público canadiano CDPQ (Caisse de Depot et Placement du Quebec) e 10% para a gestora de fundos britânica Hermes Infrastructure.

Os restantes 60% da Eurostar são detidos pela francesa SNCF (55%) e pela belga SNCB (5%). Ambas gozam do direito de preferência para a compra dos restantes 40%, desde que paguem 15%. O que é improvável.

A venda da participação do Reino Unido na Eurostar (que assegura ligações ferroviárias entre Londres, Paris e Bruxelas, usando o túnel da Mancha) integra-se num plano de privatizações com o qual o governo britânico se propõe encaixar 20 mil milhões de libras (cerca de 27,5 mil milhões de euros) para reduzir o défice.

As autoridades britânicas dizem-se contentes com o acordo, que é também elogiado pela imprensa local, que considera o negócio “uma saída limpa da companhia e dos riscos a ela inerentes”.

 

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