A UPS apresentará hoje à Comissão Europeia a proposta de concessões que se propõe fazer para ver viabilizada a oferta de compra da TNT. Mas há accionistas que admitem a desistência do negócio.

Ao que se sabe, Bruxelas pretenderá impor “remédios substanciais” à UPS-TNT, de modo a garantir a concorrência no mercado expresso europeu. Especial cuidado estará a ser colocado em alguns mercados periféricos, onde a combinação de forças dos dois operadores poderá originar posições dominantes.

A UPS estará disposta a facilitar o acesso de competidores à rede pan-europeia resultante da aquisição e mesmo a alienar alguns activos. Nessa linha, a TNT anunciou a venda da TNT Airways e da espanhola Pan Air Líneas Aéreas ao ASL Aviation Group.

Porém, de acordo com várias fontes citadas nos media internacionais, haverá accionistas da UPS que admitem preferir que o negócio não se faça, caso a companhia norte-americana tenha de fazer demasiadas cedências.

Gestores de fundos com exposição à UPS consideram que o negócio é vantajoso para a UPS mas não é decisivo para o seu futuro nos próximos anos. E menos o será se em contrapartida tiver de fazer muitos desinvestimentos.

A FedEx tem sido uma das mais activas opositoras à intenção da UPS de comprar a TNT. Notícias vindas a público dão conta de negociações entre os dois gigantes norte-americanos tendentes a encontrar uma proposta consensual que satisfaça a Comissão Europeia.

A OPA da UPS sobre a TNT está avaliada em 5,2 mil milhões de euros.

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