Cerca de duas semanas após ter negado o negócio, a Renault anunciou ter vendido uma parte significativa da posição accionista na Volvo AB.

O negócio valeu ao construtor francês um encaixe de cerca de três mil milhões de euros. A venda foi feita a investidores institucionais não nomeados e incidiu essencialmente nas acções de “tipo B”, ou seja, acções com reduzidos direitos de voto (um pouco a exemplo das acções preferenciais em Portugal).

A Renault vendeu, então, acções equivalentes a 14,9% do capital e a 3,8% dos direitos de voto, mantendo a posse de títulos que lhe conferem 6,8% do capital social e, talvez mais importante, 17,5% dos direitos de voto.

O encaixe anunciado, de um pouco acima dos três mil milhões de euros, supera largamente a avaliação feita, ainda há cerca de duas semanas, pelo COO do construtor francês, que citado pela “Bloomberg” falou em 2,2 mil milhões de euros para toda a posição de cerca de 20%.

De resto, o preço das acções foi um dos argumentos invocados então por Patrick Pelata para desmentir a intenção da Renault vender no curto prazo a posição na Volvo.

A Renault tem um passivo acumulado de cerca de quatro mil milhões de euros. O dinheiro agora encaixado servirá para financiar o novo plano estratégico do grupo a ser lançado no próximo ano.

A participação da Renault no capital da Volvo AB remonta a 2001, quando os suecos compraram a divisão de veículos industriais do construtor francês, hoje Renault Trucks.

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