Os privados poderão controlar até 45% do capital das quatro empresas em que se dividirá a actividade da Renfe Mercancias. O novo modelo empresarial foi aprovado pelo conselho de administração da empresa pública espanhola.

O modelo prevê a criação de três novas sociedades, que se juntarão à Pecovasa, já existente, e na qual a Renfe Mercancias detém uma posição de 60%. As demais serão de início controladas a 100% pela empresa pública.

Cada uma das empresas assumirá uma área de negócio específica. A Contren ocupar-se-á da área de negócio intermodal, especializando-se no transporte de unidades de transporte intermodal (contentores). Já a Irion encarregar-se-á da área de negócio de siderúrgicos, assumindo o transporte de aço, bobinas, carris, tubos, etc.. A Multi ficará com o negócio multiproduto – madeiras, papel, etc. – e granéis sólidos e líquidos. A Pecovasa é já hoje especializada nos serviços ao sector automóvel, transportando quer peças e componentes quer veículos acabados.

A Renfe fornecerá às quatro empresas os serviços de tracção e de planificação das rotas, além de se encarregar da manutenção do material circulante.

A reestruturação da Renfe Mercancias decorre do Plano Estratégico para o Desenvolvimento do Transporte Ferroviário de Mercadorias. O objectivo é aumentar a quota de mercado da ferrovia até cerca dos 8%-10% no horizonte de 2020.

O novo modelo empresarial da Renfe Mercancias terá agora de ser aprovado em Conselho de Ministros.

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