A Renfe tem um plano de resgate a três anos para a filial de mercadorias, que passa por reduzir o pessoal, vender locomotivas e vagões e desinvertir em participadas. A entrada em Portugal será outra aposta.

Renfe Mercadorias

O objectivo do operador espanhol é sanear as contas da Renfe Mercadorias, torná-la rentável e garantir a sua viabilidade futura no contexto de um mercado liberalizado.

O chamado Plano de Gestão 2017-2019 prevê o corte de 24% dos postos de trabalho (316 dos actuais 1 312 empregos), a venda de 66 locomotivas e 1 500 vagões e a alienação das participações na Transfesa (onde detém 20%) e Semat (38%).

O ajuste nos recursos humanos será, de acordo com a Renfe, voluntário e acordado com os sindicatos, quer por reformas antecipadas, quer por transferência de funcionários para outras unidades da Renfe. A companhia indica já ter acordo com 249 trabalhadores e espera para obter os 67 restantes acordos ao longo de 2017.

As vendas e desinvestimentos previstos, cujo encaixe total pr0jectado não foi revelado, serão, segundo a companhia, utilizados para terminar 2017 sem défice, 2018 com as contas equilibradas e 2019 com lucros.

A Renfe Mercadorias registou um prejuízo de 48 milhões de euros no ano passado.

O plano tem em conta uma provisão de 65 milhões de euros para eventual pagamento de uma multa imposta pela Comissão Nacional de Mercados e Concorrência (CNMC) por alegadas práticas anti-concorrenciais. A Renfe Mercadorias pretende, no entanto, recorrer.

Em paralelo, o Plano de Gestão 2017-2019 prevê o lançamento de uma nova estratégia para a Renfe Mercadorias, com a entrada em novas áreas de negócio, como o transporte de contentores e a internacionalização, com a entrada nos mercados de Portugal e de França.

A Renfe Mercadorias e a Medway mantêm uma parceria no serviço Iberian Link (lançado ainda no tempo da CP Carga), mas a sua expressão é reduzida no negócio de ambas as operadoras. No mais, a Renfe limita-se, de momento, a fazer a tracção em território espanhol de serviços com orige/destino em Portugal.

A portuguesa Medway desde o início que anunciou a intenção de actuar em Espanha, nomedamente no transporte de contentores, e nomeadamente servindo os tráfegos marítimos da MSC.

 

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