A Renfe Mercancias só aguarda pela “luz verde” do Conselho de Ministros espanhol para avançar com a criação de cinco novas empresas, abertas aos privados. Todas terão de chegar aos lucros até 2014.

O plano prevê a criação de quatro empresas autónomas, especializadas em diferentes tráfegos: transporte intermodal, produtos siderúrgicos, indústria automóvel e granéis. Uma quinta empresa prestará serviços logísticos às demais, assegurando as operações de movimentação de cargas e de formação de comboios, entre outras.

A actual divisão de carga da Renfe ficará apenas com um staff de uma centena de pessoas, prestando serviços de tracção – máquinas e maquinistas – às demais sociedades. Tudo o resto – pessoal, vagões e contratos – passará para as novas empresas. No caso do pessoal, cerca de 1 500 trabalhadores, a empresa já acordou com os sindicatos que a mudança de empresa não lhes retirará direitos, ficando assegurado o reingresso em caso de fecho de actividade.

No imediato as cinco empresas serão detidas a 100% pela Renfe, mas o objectivo é colocar até 45% do capital de cada uma nas mãos de privados. A preferência vai para companhias de navegação, transportadores rodoviários ou operadores logísticos, gente que aporte negócios e know-how do mercado para o negócio. O dinheiro da entrada no capital será reinvestido na própria sociedade.

Também no imediato, a Renfe assumirá eventuais perdas das novas entidades. Mas todas terão de ser rendíveis a partir de 2014. Aliás, as empresas de transporte de automóveis novos e componentes (resultante da transformação da Pecovasa) e de transporte de produtos siderúrgicos serão lucrativas desde já, dizem os responsáveis pelo plano.

Em 2010 a Renfe Mercancias terá realizado um volume de negócios de entre 250 e 300 milhões de euros, acumulando perdas de 60 milhões.

 

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