Cerca de 24,5 mil milhões de dólares e dez mil postos de trabalho é o preço que a Coreia do Sul terá de suportar para salvar os sectores do transporte marítimo e dos estaleiros navais do país, prevê o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Hanjin

Os cálculos do FMI, ontem divulgados, foram feitos com base no pressuposto de que as perdas a suportar pelos credores das companhias em dificuldades possam atingir o equivalente a entre 5,5 e 7,5% do PIB e que os despedimentos atinjam entre 0,4 e 0,9% da força de trabalho sul-coreanos.

O FMI indica, além disso, que a economia sul-coreana demorará uma década a recuperar do esforço. Mas concluiu que, a médio-longo prazo, o país terá mais a ganhar com o resgate daqueles sectores do que não fazendo nada.

O sector marítimo da Coreia do Sul passa por tempos muito difíceis. O estaleiro Daewoo Shipbuilding and Marine Engineering registou prejuízos superiores a um bilião de wons (789,2 mil milhões de euros) no primeiro semestre, com o rácio dívida/capitais próprios a passar a marca de 7000%. Já no fim de Agosto, a Hanjin Shipping entrou em falência.

A notícia do relatório do FMI deixou em estado de choque os contribuintes sul-coreanos. A opinião pública do país revela um descontentamento crescente com a opção da Presidente da República, Park Geun-Hye, pelo contínuo apoio estatal ao sector marítimo do país. O governo de Seoul mudou, aliás, a postura nos últimos meses, passando a mensagem de que as companhias do sector que não cumprirem determinados critérios financeiros não serão intervencionadas pelo Estado.

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