Apesar de ter transportado mais contentores e de ter cortado nos custos, a Hapag-Lloyd não conseguiu cumprir os objectivos financeiros do exercício, tendo registado prejuízos de 97,4 milhões de euros em 2013.

O CEO da companhia não escondeu o seu “desapontamento” pelos resultados que ficaram “muito aquém das expectativas” para o exercício. Facto é que, referiu, a Hapag-Lloyd não logrou contrariar a quebra generalizada das tarifas provocada pela “irracionalidade” do mercado.

No ano passado, a Hapag-Lloyd aumentou em 4,6% os volumes transportados, para os 5,5 milhões de TEU. Mas a tarifa média caiu 99 dólares/TEU para os 1 482 dólares. Por culpa do mercado e das flutuações cambiais. Resultado: o volume de negócios cedeu de 6,84 mil milhões de dólares para 6,57 mil milhões.

Ajudada pela baixa ligeira do preço do combustível, a companhia germânica reduziu os custos de transporte em 409 milhões de euros. Os resultados operacionais subiram para os 67,2 milhões de euros (mais 41 milhões) e o EBITDA atingiu os 389,1 milhões de euros (mais 54,6 milhões).

A Hapag-Lloyd espera receber em Abril os dois porta-contentores de 13 200 TEU que tem encomendados, prevendo alinhá-los no FE-Europa no âmbito da aliança G6. Continuam entretanto as negociações para a fusão com a CSAV. As perspectivas do mercado para este ano são, em princípio, mais positivas.

Comments are closed.