A Rio Tinto deverá receber por estes dias mais 98 vagões para o transporte de carvão em Moçambique, fabricados na África do Sul.

A empresa estatal sul-africana Transport Rail Engineering (TRE) procedeu quinta-feira ao envio dos últimos 98 vagões, de uma encomenda de 200. Os vagões foram construídos nas instalações da TRE em Uitenhage, na região oriental da província do Cabo, tendo seguido por caminho-de-ferro, incluindo dois contentores com peças sobressalentes, até ao porto de Port Elizabeth, onde foram colocados a bordo de um navio para Moçambique.

Cada vagão tem um peso de 21,5 toneladas e um volume de 71 metros cúbicos, o que significa que dispõe de capacidade para transportar 61,5 toneladas de carvão, que o grupo Rio Tinto irá extrair em Moatize e enviar por caminho-de-ferro até ao porto da Beira.

A TRE, empresa do grupo ferroviário estatal sul-africano Transnet responsável pela manutenção e construção de equipamento circulante, procedeu ao envio dos primeiros 102 vagões encomendados pela Rio Tinto em Dezembro passado.

Moçambique tem uma grande carência de material ferroviário para o transporte de mercadorias, quer para satisfazer as necessidades internas (e desde logo das explorações mineiras), quer para servir os mercados vizinhos (e mesmo da África do Sul) que utilizam os portos moçambicanos.

Portugal e Moçambique firmaram um acordo para a criação de uma fábrica de vagões naquele PALOP, que seria participada pela EMEF, mas até ao momento o projecto não avançou.

Entretanto, uma companhia chinesa já se disponibilizou para investir numa fábrica de vagões no Centro do país.

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