O grupo mineiro anglo-australiano Rio Tinto considera que a utilização do rio Zambeze para o escoamento do carvão de Tete é uma solução melhor do que a linha de caminho-de-ferro de Nacala, afirmou segunda-feira, em Perth, o director executivo da Rio Tinto Coal Mozambique.

No decurso da visita que o Presidente da República de Moçambique efectuou a instalações da Rio Tinto na região de Karratha, a cerca de 1 300 quilómetros da cidade de Perth, Eric Finlayson recordou que, com uma extensão de 500 quilómetros, o rio Zambeze mostra-se mais interessante para o escoamento de carvão do que a linha de Nacala, uma vez que a distância entre Moatize e o porto será de 900 quilómetros por caminho-de-ferro.

As duas hipóteses são uma solução para a diminuta capacidade de transporte da linha do Sena, com um máximo de capacidade actual de seis milhões de toneladas/ano. A brasileira Vale está a investir na construção/reparação da linha de caminho-de-ferro entre Moatize e o porto de Nacala.

“Recursos carboníferos de milhares de milhões de toneladas estão a ser desenvolvidas pela Rio Tinto e pela Vale, entre outras empresas, e a linha ferroviária de Moatize para a Beira é a única infra-estrutura operacional para o escoamento de carvão, sendo necessários investimentos maciços em infra-estruturas para obter níveis de produção significativos”, salientou Finlayson, citado pela imprensa moçambicana.

Durante a visita, o presidente Armando Guebuza observou o processo de descarregamento de comboios e de transporte do minério através de tapetes rolantes para o local de armazenamento, entre outras operações e visitou, igualmente, outras infra-estruturas associadas ao empreendimento.

Na ocasião, o director executivo da Rio Tinto, Doug Ritchie, assegurou ao governo de Moçambique que a sua companhia possui capacidade técnica e financeira para executar com sucesso o projecto de carvão na província central de Tete.

O grupo Rio Tinto passou a controlar os activos mineiros detidos em Moçambique pela empresa australiana Riversdale Mining, alvo de uma oferta pública de aquisição que culminou com a venda ao grupo anglo-australiano das participações da indiana Tata Steel e da brasileira Companhia Siderúrgica Nacional.

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