Cerca de dois terços do tráfego mundial que passa pelo Canal do Suez será redireccionado para a Rota do Mar do Norte, assim o degelo o permita.

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A  conclusão é do estudo “O Degelo e o Impacto Económica da Abertura da Rota do Mar do Norte”, levado a cabo pelo Gabinete de Análise Económica dos Países Baixos (CPB).

A justificar a transferência estará o facto de a Rota do Mar do Norte encurtar em um terço a distância e o tempo de trânsito das mercadorias relativamente à Rota do Mar do Sul. O que deverá promover um aumento de 10% nos fluxos entre as regiões envolvidas.

A análise da CPB conclui que o aumento do tráfego na Rota do Mar do Norte beneficiará as economias do Nordeste da Ásia e do Noroeste da Europa (entre as quais a holandesa), mas prejudicará o Sul e o Leste da Europa, além dos países servidos pela rota do Sul, como o Egipto ou Singapura. Este facto terá, naturalmente, impacto geopolítico.

Outro ponto negativo do maior recurso à Rota do Mar do Norte será, segundo a CPB, o possível aumento das emissões poluentes. “Embora as distâncias muito menores reduzam as emissões associadas ao transporte marítimo, esse ganho será diluído pelos maiores volumes transportados e pela mudança para produção de emissões intensivas no Norte da Ásia”, indica o estudo.

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