A falta de pontualidade das companhias e a cada vez maior dimensão dos navios estão a originar congestionamentos nos portos de Roterdão e de Hamburgo, avisa a Drewry na sua Container Insight.

A situação poderá agravar-se nos próximos meses e alastrar a outros portos do Norte da Europa, acrescenta a consultora, que também refere as boas notícias que serão a abertura de novos terminais em Roterdão e a maior utilização do porto de Wilhelmshaven.

Facto é que nos últimos meses os problemas de congestionamento se têm agravado, em boa parte por causa da deterioração da pontualidade dos navios na chegada aos portos. Considerando como pontual uma chegada dentro de uma janela de 24 horas, a Drewry estima que a pontualidade nos tráfegos Ásia-Europa caiu de 83%, em meados de 2012, para 51% no primeiro trimestre deste ano.

A chegada dos navios fora da janela horária prevista coloca problemas de falta de espaço para atracagem, ou de falta de pórticos suficientes para operar os navios com a cadência máxima.

A situação é agravada, reforça a Drewry, pelo aumento da dimensão/capacidade dos navios, que origina picos de actividade a que nem sempre os terminais conseguem dar resposta.

No caso de Roterdão, a Drewry considera que as performances dos terminais da ECT e da APM espelham bem a relação causa-efeito entre a pontualidade e os congestionamentos. A Maersk Line, principal cliente da APM, é a companhia mais pontual (acima dos 80%), e o terminal não está congestionado. Ao contrário, a ECT opera vários serviços, de diferentes companhias e alianças, e tem problemas de congestionamento.

Em Hamburgo, os problemas repetem-se e são agravados por atrasos no handling dos camiões e comboios que transportam contentores de/para o porto, refere a consultora.

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