O porto de Roterdão foi o que mais cresceu na Europa na movimentação de contentores na última década. Sines ocupa o quinto lugar no ranking.

 

As contas são da Theo Notteboom. Entre 2007 e 2017, o movimento de contentores nos portos europeus cresceu 17 milhões de TEU. Só Roterdão somou quase três milhões (27%).

Atrás do porto holandês, em termos absolutos, surge o Pireu, gerido pela Cosco, a ganhar quase 2,7 milhões de TEU, a melhor performance entre os portos do Mediterrâneo.

O pódio é fechado com Antuérpia, que acrescentou 2,3 milhões de TEU aos movimentados em 2007.

Atrás de Valência surge o porto de Sines, um “newcomer” neste “campeonato”, que na década em análise passou praticamente do zero para 1,5 milhões de TEU. Sensivelmente o mesmo que Gdansk, outra novidade.

Os que mais perderam

Mas nem todos ganharam desde o pré-crise até à actualidade. Hamburgo, que foi o mais penalizado, ainda está u milhão de TEU abaixo do realizado há dez anos.

As mudanças entretanto ocorridas no mercado do transporte marítimo de contentores, com o surgimento de novas alianças e o redesenhar da oferta, penalizou fortemente portos como Gioia Tauro, Thamesport ou Zeebrugge.

Constanza perdeu a função de porto de transhipment para concorrentes do Mediterrâneo. E Taranto ou Amesterdão, outrora portos de deep sea, não o são mais, sublinha o analista.

Norte e Sul empatados

Curiosamente, o ranking elaborado por Theo Notteboom não evidencia qualquer deslocalização de tráfegos dos portos tradicionais do Norte da Europa para os concorrentes do Sul.

Na verdade, entre os dez portos que mais cresceram, em termos absolutos, no período em análise, quatro são do Norte da Europa e a seis do Sul. E entre os dez que mais perderam verifica-se mesmo uma paridade.

Evidentemente, o cenário será diferente se se considerar o crescimento relativo.

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