A ESPO pede à Comissão Europeia o reconhecimento do novo papel dos portos, numa altura em que Bruxelas está a fazer a revisão da Rede Transeuropeia de Transportes (RTE-T).

Porque os portos “são mais do que uma parte da infra-estrutura de transporte marítimo”, a ESPO defende que “as novas orientações da RTE-T devem adaptar-se para reconhecer o papel que muitos portos marítimos estão a desempenhar como hubs estratégicos multimodais, hubs de energia e centros digitais, além de seu papel clássico de infra-estrutura de transporte marítimo.

“Chegou a hora de adaptar o âmbito [da lei] às novas realidades do mercado, aos novos desafios e às novas necessidades”, refere, citada em comunicado, a secretária-geral da associação europeia dos portos marítimos, Isabelle Ryckbost.

A responsável pede à Comissão que “examine de forma mais exaustiva o que podem fazer os portos, não apenas no campo dos transportes, mas também no que diz respeito à descarbonização da sociedade e à digitalização das cadeias de abastecimento”.

A ESPO aproveita para solicitar à Comissão Europeia que avalie o contexto de concentrações por que os portos europeus estão a passar, advogando que a nova política da RTE-T “deve ter em conta e incentivar esta evolução no sector portuário”.

As propostas feitas pela organização também abordam as auto-estradas do mar (AEM) para destacar a sua importância na rede e consideram que a dimensão marítima dessas linhas “deve ser considerada tão importante como os corredores terrestres da RTE-T”.

Nesse sentido, a ESPO solicita a revisão dos requisitos das AEM e a priorização de ligações marítimas transfronteiriças entre dois países.

 

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