O novo presidente da Comunidade Portuária de Lisboa (CPL), Rui Raposo, acredita que o acordo entre operadores portuários e estivadores estará “para muito breve”, afirmou ao TRANSPORTES & NEGÓCIOS.

Porto de Lisboa

Rui Raposo foi hoje eleito presidente da Direcção da Comunidade Portuária de Lisboa. O presidente da Associação dos Armadores da Marinha de Comércio (AAMC) sucede no cargo a António Dias, que havia sido eleito em representação da Apat (entretanto sucedeu-lhe Paulo Paiva na associação dos transitários).

Nas suas primeiras declarações como presidente da CPL, Rui Raposo falou ao TRANSPORTES & NEGÓCIOS do processo negocial em curso entre operadores portuários e estivadores sobre um novo CCT dos trabalhadores portuários em Lisboa.

“Penso, acredito e desejo, que [a conclusão] esteja para muito breve, porque o que falta negociar, desde que haja razoabilidade, é perfeitamente aceitável pelas partes”, disse.

Sem entendimento formal, e apesar da paz social acordada, o movimento de contentores no porto da capital continua a definhar. Rui Raposo não se admira. “Alguns armadores começaram a escalar outros portos porque, enquanto não for conseguido um acordo entre os operadores portuários e os sindicatos em Lisboa, os armadores não sentem a necessária confiança para voltarem a escalar Lisboa”, justifica.

Barreiro tem de ser decidido este ano

Entretanto, a ministra do Mar anunciou novos estudos sobre o terminal de contentores do Barreiro. E o Governo decidiu juntar as administrações dos portos de Lisboa e de Setúbal.

O presidente da CPL alerta que o terminal da Margem Sul “que tem de ficar definido este ano”. Até porque, lembra, “algumas concessões [da Margem Norte] terminam em 2020 ou 2021” e os operadores “não podem investir na modernização dos equipamentos dos terminais da Margem Norte que, como é óbvio, envolve investimentos avultados cujo retorno é impossível de conseguir em cinco anos”.

Mas, na inversa, sublinha, “não havendo decisão sobre um novo terminal de contentores em Lisboa, não é possível, para bem da economia nacional, não continuar a utilizar os terminais na Margem Norte do Tejo, no que respeita à movimentação de contentores”.

Já sobre a gestão conjunta de Lisboa e Setúbal, Rui Raposo reconhece a intenção de “conseguir sinergias” mas, acautela, “depende do que se conseguir em termos de governance”.

Mandato de três anos

Rui Raposo liderará a Direcção da Comunidade Portuária de Lisboa nos próximos três anos.

Acompanham-no representantes da Associação dos Armadores de Tráfego Fluvial, da Agepor, da Apat e da Associação de Operadores do Porto de Lisboa.

 

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