A Ryanair admite comprar a Alitalia. O CEO da companhia low-cost irlandesa, Michael O’Leary, avisa, porém, que isso só ocorrerá se o grupo italiano se comprometer a reestruturar-se.

Alitalia

O’Leary afirmou, em Roma, que a reestruturação da companhia aérea transalpina “é necessária”, porque “agora tem 4 000 ou 5 000 funcionários que não sabem o que fazer”, porque “não são técnicos, pilotos ou membros de tripulação”.

O executivo salientou ainda que só irá a “jogo” para ficar com a maioria do capital da companhia. “Não estamos interessados ​​em comprar partes da Alitalia”, afirmou Michael O’Leary.

Sem interferência de sindicatos

O CEO da Ryanair também deixou o aviso de que, no caso de dirigir a companhia aérea italiana “não aceitará a interferência de sindicatos” que, advoga, podem prejudicar o desenvolvimento da Alitalia.

“Estamos abertos ao diálogo com os sindicatos (…) o que fazemos continuamente no estrangeiro, mas não queremos uma situação em que os sindicatos se queixam logo ao Governo e entram em greve”, disse O’Leary.

No caso de não chegar a acordo para a compra da Alitalia, a companhia irlandesa está “interessado em crescer em Itália” e “ocupar o espaço que seria da Alitalia”.

Solução no último trimestre

A situação da companhia italiana é crítica. Em Abril, os trabalhadores da Alitalia rejeitaram um pré-acordo alcançado entre a administração e sindicatos para sanear as contas da empresa, que não obtém lucros desde 2002.

Em Maio, o Estado italiano emprestou 600 milhões de euros à Alitalia para garantir que a companhia continua a operar enquanto se procura uma solução. O governo de Roma já disse, porém, que não aceitará recapitalizar a companhia. Seis meses é o prazo do empréstimo.

No início de Junho, os administradores da insolvência da Alitalia anunciaram a recepção de 32 manifestações de interesse por parte de potenciais compradores para salvarem a companhia aérea italiana da falência. A decisão final deverá ser anunciada apenas no último trimestre do ano.

 

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