Converter os autocarros de aeroporto a diesel em veículos 100% eléctricos é a proposta da Salvador Caetano e da Siemens Portugal. O primeiro exemplar será apresentado nos próximos dias na Alemanha.

Dois anos volvidos sobre a apresentação do Caetano 2500 EL, a Salvador Caetano volta à carga na tracção eléctrica, especialmente vocacionada para os autocarros de aeroportos, onde é líder mundial com os Cobus.

Resultado de um investimento de um milhão de euros, a empresa de V.N. Gaia e a Siemens Portugal desenvolveram uma solução que permite reciclar os velhos Cobus, dotando-os de um sistema de tracção 100% eléctrico e de um novo design. E com isso ganharão mais dez anos de vida.

O resultado de 20 meses de trabalho será mostrado ao mundo na Inter Airport Europe, considerada a principal feira internacional para o sector de aeroportos, em Munique.

Equipado com baterias “de última geração” e dotado de um sistema de armazenamento de energia “fiável e seguro”, o eCobus permite, segundos os construtores, “reduzir os custos de manutenção e alcançar as zero emissões directas sem gerar ruído”.

O objectivo é que, “em breve”, as cerca de 3 000 unidades Cobus movidas a diesel que circulam actualmente nos aeroportos de todo o mundo sejam reconvertidas em unidades eléctricas.

Segundo a CaetanoBus (que contribuiu com o seu ‘know-how’ no desenvolvimento e produção dos autocarros Cobus) e a Siemens Portugal (responsável pelas soluções tecnológicas de mobilidade eléctrica do veículo), o eCobus permite reduzir em aproximadamente 75% a factura energética face aos autocarros movidos a diesel ou a gás, diminuindo as emissões de CO2.

Para além dos impactos ambientais associados ao projecto, o facto de alargar o tempo de operação dos Cobus em mais 10 anos “resulta num benefício financeiro para os operadores”, destacam.

Esta não é a primeira incursão da Salvador Caetano na tracção eléctrica. Ainda em 2011, o grupo nortenho apresentou o Caetano 2500 EL, também desenvolvido a partir da plataforma do Cobus e como ele destinado preferencialmente ao mercado dos aeroportos. Dois veículos chegaram a fazer testes de estrada na Alemanha e em V.N. Gaia.

Na altura chegou-se a prever uma produção de dez unidades em 2011 e de 50 veículos em 2012. O preço de cada autocarro rondava os 500 mil euros.

Para além da Salvador Caetano e da Siemens, é parceiro tecnológico do actual projecto o Instituto de Engenharia Mecânica e Gestão Industrial (INEGI), a quem coube o desenvolvimento de um modelo de dimensionamento dinâmico para optimização da conversão de cada modelo de veículo de aeroporto.

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