A Câmara de Santo Tirso estima gastar cerca de oito milhões de euros em 31 projectos de mobilidade, até 2023, anunciou ontem o presidente da autarquia.

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Em causa está o Plano de Mobilidade Sustentável de Santo Tirso, distrito do Porto, ontem apresentado. Entre os principais eixos deste plano encontram-se a construção de ciclovias, a reformulação das principais praças, a reorganização do estacionamento e a aposta nos transportes públicos intermunicipais, nomeadamente através do estabelecimento de protocolos com concelhos vizinhos, como Trofa, Vila Nova de Famalicão, Vizela e Guimarães.

“É um plano de mobilidade muito importante para o futuro de Santo Tirso e para os municípios vizinhos. Este plano pretende melhorar a mobilidade da cidade. O espaço público foi feito nos últimos anos dando prioridade aos automóveis e deixando pequenos espaços para os peões. O que se pretende é reequilibrar todo este processo, reduzir as emissões de CO2, bem como a panóplia de sinalização vertical e horizontal que existe, entre outros aspectos”, descreveu o presidente da câmara de Santo Tirso, Joaquim Couto.

O Plano de Mobilidade de Santo Tirso inclui a criação de uma rede de ciclovias intraurbanas, numa extensão total de 15 quilómetros divididos por quatro linhas (ciclovia central, ciclovia das escolas, ciclovia do Sanguinhedo e ciclovia de Geão), com uma abrangência estimada de 12 mil residentes.

Para além destas quatro linhas, haverá ainda cinco quilómetros de ciclovias lúdicas, no Parque da Rabada e Parque Ribeira do Matadouro, dos quais dois estão concluídos.

Soma-se a estratégia ligada aos transportes públicos, sendo que Joaquim Couto anunciou que está a ser estudada a criação de uma “concessão” comum com municípios vizinhos, sendo o “grande desafio a intermunicipalidade”.

Já ao nível do estacionamento, a câmara apontou que em curso está já “uma reorganização” que resultou na criação de 377 novos lugares, estando prevista a criação de mais estacionamento no centro da cidade, por forma a responder às necessidades de residentes e trabalhadores.

O plano prevê ainda intervenções nas quatro escolas da malha urbana, EB 2.3 D. Dinis, EB 2.3 S. Rosendo, Escola Secundária Tomás Pelayo, e EB1 Conde S. Bento, tendo em vista a criação de infraestruturas que venham promover as deslocações em transportes públicos e transportes ambientalmente sustentáveis.

Joaquim Couto apontou que a execução “mais ou menos rápida” deste plano poderá “depender da velocidade dos fundos comunitários” ou da “disponibilidade do orçamento camarário”, mas garantiu que os oito milhões de euros que estima para este plano “existem e estão garantidos”.

Com Lusa

 

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