A SATA registou no primeiro semestre de 2019 um prejuízo de 27,9 milhões de euros: 25,4 milhões para a Azores Airlines e 2,5 milhões para a SATA Air Açores.

“Os resultados obtidos ficaram aquém do esperado”, reconheceu o presidente do conselho de administração da SATA, António Teixeira, em conferência de imprensa.

Os voos operados em regime de ACMI (regime de aluguer de aeronave com tripulação) “por mais tempo que o esperado”, a “imobilização prolongada” da aeronave Airbus A320 e diversas “manutenções não planeadas” foram alguns dos motivos invocados pelo gestor para justificar o depreciar das contas.

Sem uma recapitalização e a “implementação cabal” de várias medidas, admitiu ainda António Teixeira, o grupo SATA “terá sérias dificuldades em apresentar resultados positivos”, o que condicionará um “serviço de transporte aéreo mais eficiente e competitivo”.

Em 2018, a SATA registou um prejuízo de 53,3 milhões de euros, um agravamento de 12,3 milhões face ao ano de 2017.

Na apresentação das contas de então, o presidente da empresa manifestou a intenção de baixar os prejuízos em 2019 para cerca de metade, o que, agora, reconheceu ser um “compromisso comprometido”.

 

 

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