Acossada pelas “low cost” e pela dívida acumulada, a SATA propõe-se reduzir reduzir a frota e o pessoal e reforçar as ligações na Macaronésia, nomeadamente para servir os fluxos entre Cabo Verde e os EUA.

O presidente do conselho de administração da SATA anunciou que a transportadora aérea passará a privilegiar na sua operação comercial os Açores, o Continente, os EUA e o Canadá e Macaronésia.

Luís Parreirão, que apresentou, em Ponta Delgada, o Plano de Desenvolvimento Estratégico 2015/2020 do Grupo SATA, explicou que, face à liberalização das rotas entre o Continente e Ponta Delgada e Terceira e o surgimento das companhias “low cost” na região, o documento considera uma redução global de 33% dos voos que atualmente faz naquelas duas ligações.

No caso do mercado da Macaronésia, a que correspondem as rotas Ponta Delgada/Praia (Cabo Verde)/Funchal/Faro/ Funchal/Las Palmas e Ponta Delgada/Las Palmas, a SATA pretende “melhor utilizar a frota e canalizar tráfego para outras rotas” da rede sua rede regular.

A inclusão de Cabo Verde na operação regular da SATA visa oferecer uma ligação entre Cabo Verde e Boston, cidade norte-americana onde reside uma importante comunidade cabo-verdiana.

Luís Parreirão explicou que no concerne às rotas com a Europa, não são consideradas “estratégicas para o grupo SATA e, na generalidade, apresentam consecutivamente resultados negativos”. “Contudo, dado o interesse estratégico para o sector do turismo da região, o grupo SATA, em concertação com os ‘players’ regionais do sector do turismo, viabilizará as operações entre os Açores e a Europa em 2015”, declarou.

O plano de reestruturação da SATA até 2020 prevê a renegociação de uma dívida financeira de 179 milhões de euros, a redução de frotas e pessoal e cortes de custos.

No que respeita à frota, os quatro aviões A310 (222 passageiros) da SATA Internacional serão substituídos por dois aparelhos com capacidades de 250-300 passageiros, que operarão as ligações com a América do Norte. E os quatro A320 passarão a apenas três, continuando a actuar no Continente e na Macaronésia.

Em consequência, o quadro de pessoal será reduzido, através de aposentações e da não renovação de contratos a prazo.

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