Um Scania G 410, um camião a gás natural com motor de 410 cv e 2 000 Nm de torque, com semi-reboque refrigerado transportou 18 toneladas de frutas e legumes entre Espanha e Suécia.

A ligação foi feita pelo transportador Delta Stock, especialista em transporte frigorífico entre o país vizinho e Escandinávia. Ao longo dos 3 000 quilómetros entre Castellón e Estocolmo, o camião fez somente três reabastecimentos, de acordo com a marca e o transportador.

Para o fabricante sueco, esta é “mais uma prova de que o gás é uma alternativa real, rentável e sustentável ao diesel”.

Depois de deixar Castellón, o primeiro reabastecimento do Scania G 410 foi realizado ainda em Espanha (La Jonquera), e o segundo em França (Nancy). O terceiro já foi feito na Suécia (Helsingborg), depois do veículo percorrer os pouco mais de 800 quilómetros entre a cidade francesa e Travemunde (Alemanha), onde embarcou no ferry para Malmö (Suécia). O segredo, de acordo com a Delta Stock, é o planeamento da rota.

O gás tem vantagens económicas e ambientais, de acordo com a Scania. O construtor indica que o preço do quilo de gás é entre 30% e 40% menor do que o diesel e, além disso, o motor a gás também consome menos. A acrescentar, na Alemanha os camiões a gás estão isentos de portagens. Face a um camião Euro 6, por exemplo, a poupança, neste caso, foi de 143 euros.

Em relação ao ambiente, desde a Scania referem que o motor a gás reduz o CO2 em 15% face ao diesel (até 90% no caso do biogás). Além disso, acrescenta a marca do grupo Volkswagen, o camião a gás pode circular em ambientes urbanos sensíveis, pois possui um rótulo ECO e reduz as emissões sonoras.

 

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