A Scania tem apostado no reforço da oferta para o mercado urbano e regional. Um dos mais recentes exemplos é o motor 7 litros.

O DC07, com seis cilindros, é proposto pela Scania com 220 cv e 1 000 Nm, 250 e 1 100 Nm e 280 cv e 1 200 Nm. Este bloco com turbo de geometria fixa e redução catalítica selectiva (SCR) cumpre a norma Euro 6.

Disponível nas cabines P, G e L (esta última só estará disponível a partir de 2020), precisamente as mais viradas para o uso urbano, o DC07 alarga a família de motores da Scania para 7, 9, 13 e 16 litros, com potências entre 220 e 730 cv.

“Permite-nos ter um foco específico para cada realidade de transportador”, afirmou aos jornalistas Alex Neri, responsável de pré-venda da Scania Iberica. Em concreto, o motor 7 litros permite à marca sueca “reforçar a aposta em clientes actuais, mas também responder a novos clientes”, acrescenta.

Este bloco mais virado para o urbano e o regional é, com efeito, uma forma de a Scania responder às previsões de que até 2050 o transporte urbano de mercadorias vai crescer 50%. “Os centros urbanos crescem em todo o mundo, pelo que os segmentos urbanos têm tendência a crescer também”, salienta Alex Neri.

Em Portugal, o mercado de camiões urbanos representa cerca de 12% das vendas totais de pesados de mercadorias, tendo significado 577 matrículas. A quota da Scania nesse segmento rondou 10%. No caso concreto do novo motor 7 litros da marca, no mercado luso desde o segundo semestre de 2018, a Scania já comercializou dez unidades.

Scania Mais leve e poupado

Face ao 9 litros de anterior geração (o que substitui na gama urbana da Scania e não o actual 9.0 comercializado pelo construtor), o motor DC07 permite, na cabine P, ter o túnel rebaixado, aumentando a habitabilidade na cabine. Além disso, é 360 kg mais leve, o que contribui, também, para consumos mais baixos em 10% em utilização urbana.

As contas da Scania apontam, aliás, para uma redução de custos com 7 litros face ao 9 litros de 750 euros por ano. Os cálculos da marca têm em consideração uma quilometragem anual de 100 mil km e consumos médios de 25 l/100 km com o preço do litro de diesel a um euro.

No caso dos clientes que pretendem uma opção 4×4, esses continuam a ter de optar pelo anterior 9 litros. Ainda em termos de opções específicas, a cabine P pode ser encomendada com cama.

O TRANSPORTES & NEGÓCIOS teve oportunidade de ter um contacto com este motor 7 litros com 280 cv e associado à caixa automatizada Scania Opticruise (que já representa 97% das vendas, ficando a transmissão manual com somente 3%).

O Scania P 280 B4x2NA confirmou alguns dos argumentos apontados pela marca. O DC07 realça-se pela curva de binário ampla e longa, o que faz com seja um motor elástico, que é o que se pretende em uso urbano.

Realce, no Scania P 280 B4x2NA em que circulámos, para as múltiplas câmaras que permitem ao motorista ter uma visão 360 graus do veículo. Esta tecnologia é muito útil, sobretudo quando há necessidade de efectuar manobras, o que acontece muito, claro está, num camião vocacionado para uma utilização urbana e regional como este.

Outro dos elementos de destaque no camião experimentado é a Janela Scania de Segurança na Cidade na porta do passageiro. Trata-se de um opcional disponível em todas as versões das cabinas P e L. Uma janela em posição baixa na porta do passageiro aumenta a capacidade do condutor para detectar utilizadores vulneráveis da estrada, como crianças, ciclistas e peões, na proximidade imediata do camião.

Realce ainda para o travão de “mão” eléctrico. Este aumenta não só o conforto como a segurança, já que torna praticamente impossível o motorista esquecer-se de travar o veículo. Isto com o “descanso” de bastar acelerar para o travão de mão se desactivar, caso o motorista tenha o cinto de segurança colocado. Caso não o tenha colocado (para uma ou outra manobra rápida), pode sempre destravar ou travar pressionando o botão.

 

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