Concluída a integração da Cronos, a Seaco, o gigante mundial de leasing de contentores, já procura de novas compras, com o apoio financeiro do Grupo HNA, que poderá entrar em breve no capital da TAP.

Seaco

Em entrevista ao “Lloyd’s List”, Jeremy Matthew, CEO da Seaco, justificou que no actual estado do mercado mundial de leasing de contentores, com poucas possibilidades de crescimento orgânico, as fusões e aquisições são a solução, aproveitando até a fragilidade de alguns balanços.

Aquele responsável adiantou mesmo a existência de conversações com um potencial alvo, ainda que devam passar mais alguns meses até o eventual negócio ser concretizado.

Com a integração da Cronos, a Seaco passou a deter uma quota de 15% do mercado mundial de leasing de contentores. Assim se conclua a fusão entre a Triton e a TAL, 60% do mercado mundial ficará nas mãos de três players. O restante está atomizado entre miríades de pequenos players.

A vontade da Seaco de voltar às compras justifica-se pela envolvente mas também pelo sucesso da integração da Cronos. Que permitiu ganhar quota, alargar a base de clientes e a presença mundial, e até gerou sinergias superiores às esperadas: 30 milhões de dólares contra 27 milhões de dólares.

Apesar da letargia do mercado, a Seaco está a ter um comportamento melhor que a concorrência, garante o CEO sem adiantar números. A justificação: um portefolio mais diversificado, menos exposto aos contentores de carga geral e com uma maior aposta nos refrigerados.

Para financiar as suas compras, a Seaco conta com os fundos do Grupo HNA, um dos maiores da China (e, cada vez mais do mundo), que comprou o negócio em 2011, através da sua holding Bohai Leasing. O Grupo HNA, recorde-se, é parceiro de David Neeleman no Brasil e deverá entrar, a prazo, no capital da TAP.

A Seaco opera actualmente com uma frota de 2,3 milhões de TEU. Os seus activos estão avaliados em 5,5 mil milhões de dólares.

A Seaco é representada em Portugal pela Logimaris, de João Soares, que assume o marketing em Portugal e Itália e as operações e serviço ao cliente em Portugal, Espanha e Itália, como já fazia com a Cronos.

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