O tempo passou e ninguém apresentou uma proposta firme para a compra da SeaFrance. A SNCF, que detém a empresa, vai agora pedir a Bruxelas para recapitalizar a companhia. A alternativa é a liquidação.

A Brittany Ferries, a LD Lines, a Veolia Transports e a DFDS terão em algum momento mostrado interesse na compra da SeaFrance. Mas nenhuma chegou a formalizar qualquer proposta, o que remete a companhia de ferries da Mancha de volta à estaca zero.

Sem interessados, a SeaFrance não terá como devolver os 50 milhões de euros que a SNCF lhe injectou em Agosto do ano passado, depois de autorizada a tal pela Comissão Europeia. Já na altura tratou-se de manter a empresa em operação, enquanto se buscava uma solução.

Entretanto, em Dezembro último o Tribunal de Comércio de Paris prorrogou até Abril o prazo para “salvar” a empresa. Salvação que, tudo parece indicá-lo, só poderá vir a SNCF, a operadora ferroviária pública que detém a SeaFrance a 100%.

As necessidades de recapitalização da operadora de ferries ascenderão actualmente aos 170 milhões de euros, de acordo com a imprensa gaulesa. Sem o acordo de Bruxelas, a solução passará pela liquidação da empresa.

A SeaFrance debate-se há dois anos com dificuldades de tesouraria. Por causa da crise e da concorrência do túnel da Mancha às operações de “ferries” entre Calais e Dover.

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