O Tribunal de Comércio de Paris prolongou por seis meses, até 27 de Outubro, a gestão judicial da SeaFrance, numa tentativa de ganhar tempo até à Comissão Europeia apreciar a proposta de recapitalização da empresa apresentada pela SNCF.

O operador ferroviário gaulês, que controla a SeaFrance, propõe-se injectar até 200 milhões de euros na operadora de ferries da Mancha. Mas não é certo que Bruxelas aceite o plano, depois da a SNCF já ter investido 70 milhões de euros no início de 2010 e mais 50 milhões no Verão.

Aquele último empréstimo só foi aceite pela Comissão Europeia sob a condição de ser pago num prazo de seis meses, o que não se terá verificado.

Entretanto, desde há cerca de seis meses que a SeaFrance está a sofrer um processo de reestruturação que, entre outras medidas, prevê a dispensa de 725 trabalhadores (num total de 1 600) e a operação de apenas três ferries e um navio de carga rodada.

O processo de dispensa de pessoal está praticamente terminado, mas alguns trabalhadores já recorreram aos tribunais por não lhes terem sido oferecidos empregos no grupo SNCF, ao contrário do que teria acordado.

Um maior envolvimento público no salvamento da SeaFrance terá ainda de ultrapassar a oposição de outros operadores de transporte marítimo que se queixam da concorrência desleal.

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