As alianças poderão ter de suprimir algumas ligações no Ásia-Europa devido ao excesso de capacidade resultante das entregas de mega-navios. A SeaIntel contabiliza mais 1,42 milhões de TEU em navios com 20 mil TEU ou mais nos próximos anos.

A SeaIntel prevê que a THE Alliance (Hapag-Lloyd, Yang Ming e Ocean Network Express) “verá a sua quota de mercado, em termos de capacidade, diminuir de 25% para 21%” nos próximos anos, ao passo que a Ocean Alliance (CMA CGM, Cosco Shipping, Evergreen e OOCL) “irá combinar gradualmente a quota de mercado de 38% com a 2M (Maersk Line e MSC) até 2019 e depois superar essa percentagem em 2020”.

Desde a analista indicam que “se a HMM confirmar os rumores de encomendas, pode atingir uma quota de mercado de 6-7% em 2021, enquanto as alianças verão as suas quotas caírem de forma correspondente”.

Mesmo que a procura no período 2018-2021 seja superior à de 2012-2017, a SeaIntel conclui que será necessário encerrar um ou dois serviços para equilibrar a oferta e a procura.

“Se for esse o caso [maior procura entre 2018 e 2021 do que no período entre 2012 e 2017], o encerramento de três serviços seria um exagero, mas o equilíbrio entre oferta e procura provavelmente exigiria o fecho de 1-2 serviços, dependendo do crescimento subjacente da procura”, afirma, citado no relatório, o CEO da SeaIntel, Alan Murphy.

 

 

 

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