O lançamento de novos mega-navios entre 2018 e 2020 não está a ser acompanhado de uma injecção proporcional de novos feeders, o que poderá levar a uma escassez deste tipo de embarcações, de acordo com a SeaIntel Maritime Analysis.

No presente, de acordo com a consultora, a frota global tem 7,9 navios feeder por cada ULCV em operação. No entanto, cerca de 9% dos feeder terão mais de 25 anos em 2020, altura em que, provavelmente, serão desmantelados.

Com a actual carteira de encomendas e as previsões de desmantelamento, o rácio ULCV-feeder poderá, pelas contas da SeaIntel, cair para 5,4 no final de 2020.

As previsões apontam para a falta de 400 a 1 200 navios feeder nessa altura. De acordo com a Seaintel, uma escassez de 1 200 navios não é provável, dado que, antes disso, os preços dos fretes para esse tipo de embarcação deverão subir, deixando o desmantelamento de ser apetecível.

“Está claro que, na ausência de qualquer pedido adicional de navios feeder, provavelmente veremos um aumento no prémio para a tonelagem alimentadora – e isso, por sua vez, colocará mais pressão sobre as estratégias de preços para as companhias de transporte”, nomeadamente no que respeita às diferenças de preços entre os serviços directos porto-a-porto e os de transhipment”, afirmou, em comunicado, o CEO da SeaIntel, Alan Murphy.

 

 

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