As companhias de nicho de média dimensão aumentaram a capacidade em 12,8% no primeiro semestre de 2017, de acordo com a SeaIntel Maritime Analysis. Aquele crescimento foi mais do dobro do registado pelas maiores companhias marítimas de carga contentorizada.

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A injecção de capacidade nas companhias de média dimensão, que ocupam as posições do 21.º ao 40.º lugar do ranking mundial, foi realizada sobretudo pela adição de navios, mais do que pelo aumento da sua dimensão.

“Esta colocação adicional de embarcações só pode ter sido motivada pelo desejo de lançar novos serviços”, refere a nota da SeaIntel.

As maiores companhias, as que estão implicadas nas grandes alianças globais, tiveram uma expansão de capacidade de 5,4% de Janeiro a Junho, em consonância com o crescimento da procura no período em análise.

As companhias classificadas entre os lugares 41 e 60 do ranking mundial não aumentaram a capacidade face ao primeiro semestre de 2016.

O desenvolvimento observado nos últimos seis meses “é sinal de uma forte ambição de crescimento” entre os operadores de nicho de média dimensão, indica a SeaIntel. “Falta saber como isso jogará em termos de pressão competitiva e como a injecção de capacidade afectará não apenas o seu próprio segmento, mas também os outros segmentos de nicho”, acrescenta a consultora.

“Mesmo nos negócios de nicho, algum grau de escala é importante. Não apenas em termos de tamanho do navio, mas, mais importante, na abrangência dos serviços oferecidos. Portanto, devemos preparar-nos para um desenvolvimento de consolidação gradual entre os operadores de nicho nos próximos anos”, afirmou, no mesmo documento, o CEO da SeaIntel, Alan Murphy.

 

 

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