A entrada no mercado de cada vez mais navios de 18000-21000 TEU está a obrigar os operadores a grandes investimentos com pouca garantia de retorno. O CEO da SeaIntelligence Consulting avisa para os riscos de múltiplas falências.

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“Temo que alguns dos terminais sofrerão um colapso económico catastrófico nos próximos anos”, alertou Lars Jensen, intervindo no TOC Europe Container Supply Chain, em Amsterdão, lembrando que os portos são vulneráveis ​​à consolidação em curso entre as companhias de transporte marítimo de contentores.

Lars Jensen avisou, de resto, que este cenário de fusões e aquisições não está próximo do fim. “Em 2025, teremos um mercado onde apenas restarão seis a oito operadores globais e, ao mesmo tempo, provavelmente haverá uma grande redução no número de operadores regionais de nicho.

“Estou em crer que dentro de alguns anos haverá uma discussão sobre como todos esses ULCV simplesmente não eram necessários. Como resultado do efeito de cascata, todas as rotas estão com navios maiores, o que significa que se os volumes não estiverem lá para ocupar esses navios, haverá cada vez menos serviços em termos de frequência. Mas o problema é o que é necessário em termos de investimento portuário”.

“E se acham que as companhias de navegação passaram dificuldades nos últimos cinco anos, estejam atentos ao que acontece com os portos nos próximos dez”, salientou o CEO da SeaIntelligence Consulting.

Lars Jensen prevê que todas as regiões irão reduzir o número de portos para apenas alguns hubs de transhipment de maior dimensão.

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