Numa reacção às críticas à greve dos estivadores, o SEAL reforçou, em comunicado, os seus fundamentos e acusou a ministra do Mar de estar mal informada ou faltar conscientemente à verdade.

SEAL diz que ministra do Mar está mal informada ou mentir

O sindicato dos estivadores não poupa nas palavras e começa o extenso comunicado, a que o TRANSPORTES & NEGÓCIOS teve acesso, com a crítica às recentes posições públicas da A-ETPL, AOPL e CPC sobre a greve, “numa sincronia de tempo e espaço digna de um bailado aquático, de um coro clássico ou de uma organização terrorista bem oleada”.

Depois de rebater as afirmações e acusações daquelas entidades, o SEAL investe contra a ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, que há dias garantiu, no Parlamento, que avaliações independentes não detectaram “exemplos de maus tratos” como os denunciados pelo sindicato.

O SEAL contrapõe a situação vivida em Setúbal, onde, alega, “o número de trabalhadores precários, com contratos ao turno, é de tal forma elevado, que se os mesmos recusarem trabalhar, o porto pára, mesmo que não haja qualquer greve”.

Na mesma linha, refere que, na Figueira da Foz, “todos os trabalhadores efectivos – com excepção dos que estiveram, ou estão, de baixa por doenç – já ultrapassaram em muito os limites legais de trabalho suplementar”.

E em Leixões, acrescenta o SEAL, os seus sócios “praticamente não efectuam qualquer trabalho suplementar desde que se filiaram neste sindicato”, e, ali, “ao contrário do que a lei prevê , o trabalho prestado em sábados, domingos e feriados (…) não é considerado como trabalho suplementar para efeitos do cumprimento do limite legal das 250 horas”.

Em consequência, o sindicato dos estivadores considera “inadmissível a posição publicamente assumida” pela ministra e desafia Ana Paula Vitorino a exibir os “elementos concretos” em que terá baseado as suas afirmações. “Se não o fizer, então será possível, e legítimo, concluir que a conduta [da ministra] se alicerçou apenas e só na sua vontade consciente de tomar uma posição favorável aos interesses patronais”.

» Comunicado do SEAL

 

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