Depois de Setúbal, Lisboa. O SEAL acusa a Yilport de estar a violar o acordo de 2016 e ameaça paralisar as empresas do grupo turco no porto da capital.

A história repete-se quase a “papel químico”. O sindicato SEAL dos estivadores acusa a Porlis, empresa de trabalho portuário de Lisboa detida maioritariamente pelo grupo Yilport, de incumprimento do “Acordo para a Operacionalidade do Porto de Lisboa”, de Maio de 2016. E faz um ultimato: ou a situação é corrigida até segunda-feira, ou nesse dia o plenário de estivadores poderá decidir pela greve “apenas nas empresas do grupo”. Aconteceu assim em Setúbal.

Em Lisboa, o sindicato diz que a Porlis “admitiu, ou se prepara para admitir, trabalhadores portuários para os seus quadros”. Ora, lembra o SEAL, o “Acordo de Lisboa” prevê que “os operadores comprometem-se, durante os dois primeiros anos de vigência do novo CCT, a encontrar uma solução de modo a que os trabalhadores da Porlis sejam integrados na A-ETPL, não podendo a mesma admitir novos trabalhadores durante o período de vigência do CCT”.

A alegada intenção da Porlis de contratar trabalhadores para os ceder a empresas do grupo “coloca em causa, de imediato, o clima de paz social que se vem vivendo no porto de Lisboa, concretamente no que respeita às empresas detidas pelo grupo Yilport”.

A não haver alterações, o plenário de segunda-feira, dia 11, analisará a situação e decidirá as medidas a tomar, com o SEAL a avisar desde já que “com quase toda a certeza” se avançará para a greve.

Em Setúbal, recorde-se, os estivadores decidiram-se também pela greve nas empresa do grupo Yilport, ao mesmo tempo que se aguarda que a comissão paritária esclareça as normas do CCT que dividem patrões e sindicato.

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