O SEAL acusa a ministra do Mar de estar “alinhada” com os operadores portuários e vai ao ponto de afirmar que os comunicados de ambos tiveram um autor comum.

SEAL devolve críticas à ministra e aos operadores

“Na sequência do reconhecimento da incapacidade para prosseguir [as negociações para tentar resolver o conflito laboral no porto de Setúbal], assistimos às conferências de imprensa orquestradas entre a ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, e o Dr. Marecos da Yilport, a que se seguiu a publicação dos respectivos comunicados sincronizados”, refere o SEAL  em comunicado.

Segundo o sindicato, “a atestar a autoria comum entre os comunicados governamental e patronal” está “a coincidência da `gralha´ que refere os portos de Sines e Leixões, em ambos os comunicados, quando o porto de Sines nunca foi propriamente aludido durante as 20 horas de reuniões realizadas”.

Acresce que “essa co-produção da posição da ministra do Mar e dos patrões em nada corresponde à verdade”, contraria o SEAL.

Para o sindicato, Ana Paula Vitorino, “sendo actor da negociação em curso, nunca poderia julgar, e muito menos culpar o SEAL da ruptura de negociações, quando foi o único parceiro que apresentou propostas para alcançar uma solução”.

Na nota hoje divulgada, o sindicato justificou a recusa em acabar com a greve ao trabalho extraordinário dizendo que “sempre alertámos que apenas estávamos reunidos para negociar uma solução para os estivadores de Setúbal e para o seu porto e que não estávamos disponíveis para misturar nessa negociação questões de âmbito nacional, como é claramente a greve ao trabalho suplementar, declarada em solidariedade com os estivadores de Leixões e do Caniçal, entre outros motivos”.

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