Os estivadores do porto de Lisboa receberam hoje os primeiros 390 euros de salário de 2020, denuncia o SEAL, em comunicado. A greve arranca na próxima quarta-feira.

O SEAL diz que é a “48.ª prestação dos salários dos últimos 17 meses”. Os 390 euros hoje pagos serão “o único valor que [os estivadores] receberam pelos 45 dias de trabalho com que contribuíram, em 2020, para os lucros das empresas e para o desempenho positivo da economia nacional”, sublinha.

A A-ETPL justifica os atrasos nos pagamentos dos salários com a quebra das receitas resultante da perda de movimentos (por causa das greves); o SEAL denuncia o financiamento das empresas que a integram e que são suas clientes, através do congelamento dos preços. O SEAL pede o pagamento dos aumentos acordados em tempos; a A-ETPL sugeriu uma redução dos salários.

O sindicato dos estivadores convocou para o próximo dia 19 o arranque de uma greve de três semanas, primeiro parcial e depois total, “para acabar com toda esta indignidade”. A paralisação visa apenas as empresas do Grupo Yilport e TMB, responsabilizadas pela actual situação. De fora fica, pois, o Grupo ETE.

Além da greve, o SEAL avisa que “avançaremos para todas as formas de luta necessárias, por todos os meios ao nosso alcance, para que cumpram tudo o que assinam e, assim, paguem tudo o que devem”.

A paralisação dos estivadores do porto da capital ainda não começou, mas alegadamente os efeitos de atrasos no encaminhamento de mercadorias já se estarão a notar na Madeira. Por cá, a ANTRAM já aconselhou os carregadores e os seus associados a desviarem as cargas de Lisboa para outros portos.

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