O SEAL e o Grupo Sousa chegaram a acordo sobre o trabalho portuário no Caniçal. A greve dos estivadores anunciada para quarta-feira deixa de visar o porto madeirense e as companhias de navegação do grupo.

Depois de Setúbal, o Caniçal. Com a mediação do Ministério do Mar, o sindicato dos estivadores de António Mariano soma e segue nos acordos com os operadores portuários. Leixões e Lisboa poderão ser os próximos, já na próxima semana, confia o SEAL.

O sindicato dos estivadores anunciou em comunicado o acordo com a ETP do porto do Caniçal, controlada pelo Grupo Sousa.

O acordo, negociado sob a mediação de Guilherme Dray, em representação da ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, põe termo à alegada discriminação dos trabalhadores portuários em função da sua filiação sindical.

Na prática, o texto acordado prevê que o trabalho portuário no Caniçal seja distribuído de forma equitativa por todos os trabalhadores efectivos, só recorrendo a eventuais quando tal se justificar.

O acordo prevê ainda o não despedimento com justa causa dos trabalhadores que tenham aderido às greves convocadas pelo SEAL no segundo semestre do ano passado, ainda que admita a possibilidade de sanções disciplinares.

Em consequência do acordo alcançado, o SEAL comprometeu-se a alterar o pré-avio da greve que deverá iniciar-se no próximo dia 16, retirando do seu âmbito o porto do Caniçal, os navios ali operados quando escalarem outros portos, e os navios do Grupo Sousa (ENM, Boxlines e PCI).

O SEAL comprometeu-se ainda a não convocar novas greves para o Caniçal pelos motivos agora resolvidos, mas ressalvou as paragens em solidariedade com outros portos.

Resolvidos os “casos” de Setúbal e Caniçal, o SEAL confia agora que, com a continuada mediação do Ministério do Mar, será possível encontrar “igualmente soluções para os conflitos ainda em curso nalguns dos restantes portos nacionais, nomeadamente Leixões e Lisboa, no decurso da próxima semana”, afirma no comunicado.

Mas não só. A mediação nomeada por Ana Paula Vitorino “também assumiu a responsabilidade de ajudar” a encontrar uma solução para o porto açoriano da Praia da Vitória.

Em suma, conclui o comunicado da organização liderada por António Mariano, “o SEAL, com a mediação do Governo, continuará a trabalhar para remover todas as pedras que ainda persistem no caminho traçado para garantir um tratamento digno para todos os estivadores e trabalhadores portuários no país”.

 

 

 

Comments are closed.