O SEAL divulgou uma carta aberta aos utentes do porto de Setúbal na qual responsabiliza o Grupo Yilport pela greve dos estivadores e lamenta os eventuais prejuízos.

Pela segunda vez em poucos dias, o SEAL veio a público justificar-se e justificar a convocação de uma nova greve dos estivadores no porto de Setúbal. Na carta aberta hoje divulgada, o sindicato diz que “lamentavelmente (…) viu-se obrigado a convocar uma greve”.

A culpa, diz, é exclusivamente do Grupo Yilport, e por isso a paralisação visa apenas a Sadoport. No entanto, o sindicato considera “importante dar a conhecer a V.Ex.ªs [os utentes do porto], as razões do recurso a esta forma de luta”.

Segue-se a “resenha factual” do processo de negociação do novo CCT dos estivadores de Setúbal, com críticas ao comportamento do Grupo Yilport e da Operestiva, considerado “inaceitável, razão pela qual fomos obrigados a apresentar um pré-aviso de greve relativo à Sadoport”.

E conclui: “resta-nos apenas referir que lamentamos os eventuais prejuízos que V.Ex.ªs possam sofrer com esta paralisação, os quais, como supra puderam constatar, têm apenas origem numa violação das regras do CCT a que a Operestiva e a Sadoport estão legalmente vinculadas e que pura e simplesmente se recusam a cumprir”.

Já aquando do anúncio do pré-aviso de greve, o SEAL justificou a opção de visar apenas a Sadopor para não prejudicar a Navipor, minoritária na Operestiva, nem os clientes daquela, em particular a Autoeuropa.

A greve anunciada pelo SEAL decorrerá entre 3 e 17 de Fevereiro e visa o trabalho extraordinário nos dias úteis, aos sábados, domingos e feriados.

 

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  1. Os comunistas são sempre iguais merecem que os pórticos sejam automatizados para deixarem de trabalhar afinal é o que gostam !