Já são conhecidos os termos em que se concretizará a anunciada greve dos estivadores do porto de Setúbal, convocada pelo SEAL para o período entre 16 e 30 do corrente.

Em Setúbal, ao contrário de Lisboa, a greve dos estivadores não será total, mas a ser cumprida fará certamente mossa nas normais operações do porto sadino. Só escaparão os movimentos relacionados com as exportações da Autoeuropa, com a Navipor a não ser, pelo menos para já, visada na paralisação do SEAL.

Nos casos dos estivadores ao serviço da Tersado e Setefrete, a paralisação traduzir-se-á na recusa à prestação de trabalho suplementar às segundas, quartas e sextas-feiras.

Já no relativo aos estivadores da Operestiva, a greve acontecerá aos dias úteis, entre as 10 e as 11, as 15 e as 16 e as 22 e as 23 horas, refere o pré-aviso de greve divulgado pelo SEAL.

Em Lisboa, já se sabia, a greve iniciada no passado 19 de Fevereiro prolongar-se-á para além do 9 de Março inicialmente previsto, até dia 30, tal como decidido em plenário logo no segundo dia da paralisação.

Os fundamentos das paralisações mantêm-se, com o SEAL a insistir no cumprimento dos acordos assinados com os operadores, nomeadamente no relativo aos aumentos salariais e, mais recentemente, a contestar as anunciadas liquidação da empresa de trabalho portuário de Lisboa e criação de uma nova empresa no âmbito do Grupo ETE.

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