Ainda é incerto o acordo para o CCT dos estivadores de Setúbal. O SEAL denuncia a “má-fé negocial” dos patrões e o surgimento de um sindicato alegadamente patrocinado pela Yilport. 25 de Abril é a nova data decisiva.

Cem dias e 11 reuniões não foram, ainda, suficientes para patrões e sindicato chegarem a acordo sobre o Contrato Colectivo de Trabalho (CCT) dos estivadores de Setúbal. Em comunicado, o SEAL anuncia uma moratória de 30 dias, aprovada em plenário de trabalhadores, mas promete lutar contra o comportamento da Yilport.

Em causa, sustenta, está o surgimento de um novo sindicato de estivadores em Setúbal, o Sindicato 265, já registado oficialmente, integrado “por 8 dos 10 trabalhadores que [assinaram] contratos individuais com a Operestiva / Yilport”.

Para o sindicato, a criação da nova entidade teve o “envolvimento ao mais alto nível” da Yilport, como o provará a “participação de um elemento do gabinete jurídico da Yilport (…) na certificação da documentação diversa que acompanha o pedido de publicação do registo de constituição do Sindicato 265”.

Mas as críticas do SEAL não se ficam por aqui. Em jeito de balanço do processo negocial em curso, o sindicato refere que “se quanto ao clausulado [do CCT] as divergências que nos separam actualmente se resumem a uma mão cheia de cláusulas”, já no relativo às matérias de expressão pecuniária denuncia “a má-fé negocial” das associações patronais, que terão apresentado recentemente “uma proposta salarial bastante inferior a outra apresentada (…) em Junho” do ano passado.

Ainda assim, “pese embora a gravidade dos factos”, o SEAL anuncia uma moratória de 30 dias, “até ao próximo dia 25 de Abril”, para a conclusão do processo negocial lançado em Dezembro do ano passado.

This article has 1 comment

  1. luís pereira

    Será que NINGUÉM manda calar ou prender a SEAL é que há muito os comunistas deviam estar todos presos