Os exportadores nacionais vão ter à disposição mais 750 milhões de euros de seguros de créditos de curto prazo, anunciou a COSEC, em comunicado.

O montante agora disponibilizado tem a garantia do Estado e abrange operações realizadas desde o passado dia 1 de Junho até ao final do ano corrente. À COSEC, líder no mercado nacional, caberá a contratualização de 400 milhões de euros, sendo os restantes 350 milhões distribuídos pelas três outras operadoras do mercado nacional nos ramos do seguro de créditos e caução.

Alemanha, Austrália, Áustria, Bélgica, Bulgária, Canadá, Chipre, Croácia, Dinamarca, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Estados Unidos da América, Estónia, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Irlanda, Islândia, Itália, Japão, Letónia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Noruega, Nova Zelândia, Países Baixos, Polónia, Reino Unido, República Checa, Roménia, Suécia, Suíça são os mercados de exportação abrangidos pela linha “Facilidade Curto Prazo OCDE 2020”, como foi baptizada.

Na prática, explica a COSEC, o novo instrumento “permite aumentar o montante das coberturas dos riscos até ao dobro dos valores contratados na apólice base da COSEC em situações em que tenha sido atribuído um plafond que não atinja o valor total de que a empresa necessita”.

“Esta medida é de grande importância para as empresas exportadoras e abrange os principais países parceiros comerciais de Portugal. Nesta fase de retoma da economia é muito importante uma medida como esta, com vista a que as empresas portuguesas beneficiem de apoios públicos aos seguros de créditos como acontece na generalidade dos países europeus”, afirma Maria Celeste Hagatong, presidente do Conselho de Administração da COSEC, citada no comunicado.

Os seguros de créditos asseguram às empresas o bom pagamento dos créditos das suas vendas de bens e serviços em caso de incumprimento dos seus clientes. Nos últimos meses, têm sido muitos os exportadores nacionais a denunciarem os cortes nos seguros de créditos, precisamente numa fase em que todas as vendas são preciosas, até para garantir a manutenção do tecido empresarial em plena pandemia.

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