O grupo Lufthansa regressou aos lucros no primeiro trimestre. Mas a greve dos pilotos fez perder 42 milhões de euros e deverá custar mais 58 milhões no segundo trimestre.

Lufthansa

Entre Janeiro e Março o grupo atingiu lucros de 425 milhões de euros, que comparam com as perdas de 252 milhões de há um ano. Todas as unidades de negócio melhoraram os resultados, com destaque para a Lufthansa Cargo e para a Swiss, anunciou a companhia germânica, sem precisar.

O volume de receitas global cresceu 8% (5% no relativo aos tráfegos) e o resultado operacional melhorou 36%, mantendo-se embora negativo em 133 milhões de euros.

A ajudar aos bons resultados esteve também a baixa do preço do petróleo, que poupou 209 milhões de euros na conta do combustível. E uma grande ajuda veio ainda de uma operação envolvendo contratos swap, que gerou um ganho financeiro de 503 milhões de euros.

Mas nem tudo foram ganhos. A greve de seis dias dos pilotos da Lufthansa, Lufthansa Cargo e Germanwings provocou um prejuízo imediato de 42 milhões de euros, a que se deverão juntar 58 milhões de euros no segundo trimestre, por perda de reservas.

A pesar negativamente nos resultados estiveram também os encargos com as pensões e com as taxas (apesar de se terem realizado menos voos e transportado menos passageiros).

Em conclusão, e de acordo com o CFO da Lufthansa, Simone Menne, o grupo está no bom caminho mas ainda há muito para fazer. E não serão aceitáveis novos agravamentos de taxas, nem o crescimento dos custos das diferentes unidades do grupo.

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