O porto de Leixões movimentou 18,3 milhões de toneladas em 2016, menos 509 mil toneladas que no ano recorde de 2015. A culpa foi essencialmente da inoperacionalidade da monobóia oceânica.

Porto de Leixões

Na verdade, não foram apenas os granéis líquidos a penalizar os resultados de Leixões; os granéis sólidos também caíram mas a sua importância relativa é muito menor.

A movimentação de granéis líquidos, essencialmente petróleo, regrediu 10,8% em termos homólogos, cerca de 903 mil toneladas, para 7,45 milhões de toneladas. Foi o pior resultado dos últimos anos, explicado pela paragem de meses, para revisão, do terminal oceânico da Galp, onde descarregam os maiores petroleiros que não podem entrar em Leixões.

O azar de uns é a sorte de outros, e no caso foi Sines a beneficiar da operacionalidade de Leixões, como várias vezes o salientou a própria AMT nos seus relatórios mensais.

No caso dos granéis sólidos, movimentaram-se 2,38 milhões de toneladas, menos 7,3%, ou 187 mil toneladas, que no ano recorde de 2015.

Apesar dos contratempos, 2016 foi o segundo melhor ano de sempre do porto de Leixões. E para isso muito contribuiu o crescimento de 7,4% da carga geral para um máximo absoluto de 8,4 milhões de toneladas.

A carga contentorizada avançou 6,6% para 6,38 milhões de toneladas (mais 395 mil face a 2015), enquanto a carga fraccionada avançou 4,5% até aos 1,197 milhões de toneladas. A carga ro-ro ainda cresceu 18,9% e já vale 838 mil toneladas.

O movimento de contentores, medido em TEU, cresceu 5,6% e chegou 658 772, ficando muito perto do recorde de 666 68 TEU registado em 2014.

 

 

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